Fabiana Ferreira Lopes

" A vida só se da para quem se deu" Vinicius de Moraes


Visit Beco dos Poetas
Meu Diário
24/03/2012 18h37
É dificil mudar quando tudo parece estar bem no seu mundo.

É sempre difícil tomar uma decisão de mudar qdo tdo parece estar bem.

As coisas estão mornas, a vida segue sem grandes sobressaltos, a casa está equipada, se tem até um certo conforto... mas algo dentro do peito não vai bem.

Eu acordo e me sinto pessíma por ver que essa vida a qual vivo nem de longe é a que almejei...

Me sinto mal tbm por poder estar sendo ingrata, afianal com tantas pessoas sonhando com um terço do que tenho e eu aqui dizendo: "Legal, mas não é bem isso!"

E não é bem isso mesmo, sempre quis ter meu canto, para poder curtir meu mundo particular, fazer o que quiser, qdo quiser e principalmente na hora que eu quiser.

E o que eu fiz?

Me enfiei num relacionamento cheio de arestas que venho arrastando aos trancos e barrancos nos últimos 6 anos, com mais baixos do que pontos altos, com pucos pontos em comum, esperando o quê?

Se eu mesma não acredite que se possa mudar alguém, só se muda qdo quer, qdo se acredita que há algo de errado em nosso ponto de vista e maneira de viver.

O que eu estava pensando?

Que poderia ser como algumas parentas e colegas distantes, que se realizaram com uma relação, casa, comodidade e filhos... se era para virar uma dona de casa feliz, eu deveria ter ficado naquele maldito sofá a 17 anos atrás esperando não é mesmo?

Mas eu não fiz isso, e fiz um monte de escolhas erradas, uma atrás da outra... nas relações familiares, profissionais e principalmente nas pessoais.

Eu vivo pisando em ovos, tendo que policiar o que falo ou como falo para não milindrar o outro lado... estou farta disto!

Minha saúde há tempos não anda bem, minha vida profissional é uma piada e eu não posso ser histérica dentro da casa que moro.

Não posso acordar de mau humor, não posso deixar tdo bagunçado, de pernas pro ar! Preciso pensar na janta qdo na verdade nem jantar estou afim...

E pq não acabo com essa situação? Pq estou arrastando isso esperando sei lá o quê?

Pq sempre prefiro a porta larga, o caminho mais facíl, aqui está ruim mas é tão cômodo, ta tdo tão quadradinho  e eu querendo mexer, mas estou infeliz, não me sinto realizada, me sinto um extorvo, não vivo, suporto, e poxa será que eu tenho que suportar ao invês de viver?

Pq sou tão covarde, como me tornei uma pessoa acomodada, conformada e previsível?

Onde está o meu EU verdaeiro, aquela pessoa que gostava de fazer e acontecer, de ser inusitada, inconformada e que preferia encomodar do que acomodar-se?

Hoje engulo um trilhão de sapos evitando uma discussão, não que eu queira viver numa guerra 7 dias da semana, 24 hs por dia, não é isso, mas oculto minhas opiniões verdadeiras simplesmente pq que é conviniente.

É conviniente....

Mas estou descontente, e não acho que é justo envelhecer assim e diga se que já não tenho mais 20 anos, mas chegar aos 40 assim, não, preciso sair dessa zona de conforto, preciso deixar de achar que tdo está bem pq é conviniente...

Hoje eu não tenho quase amigos para poder compartilhar meus anseios, medos e revoltas, mas no fundo eu sempre fui rodeada de gente, mas sozinha, mto sozinha...

É difícil tomar uma decisão quando tudo ao seu redor parece estar bem, fazer o que é certo qdo tdo no seu mundo parece incerto, mas eu preciso fazer realmente algo ao meu favor, ao favor da minha paz interior e quem sabe ser só um pouquinho e verdadeiramente feliz!!!

 


Publicado por Fabiana Lopes em 24/03/2012 às 18h37
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
18/03/2012 23h33
Eu não sei como deixar de amar você!

Ainda me lembro de você, mesmo querendo esquecer.

Perco me em devaneios, no silêncio do meu mundo particular, onde posso sem receio lembrar infinitamente de você.

Imagino como você está?

O que anda fazendo, como está envecelhecendo sem mim?

Será que ainda fuma o mesmo cigarro, será que ainda bebe, e qual será a cor do seu carro?

Coisas bobas do cotidiano comum.

Será que acorda cedo e bem disposto, será que ainda se lembra do meu rosto?

Eu ainda tenho inônia, durmo mal e por dias choro sem motivo aparente.

É que a dor de não ter você ainda é latente, embora os anos tenham passado, ela ainda doi e sangra, como no prmeiro dia, e eu não sei se em algum tempo dessa minha vida frustada e quase infeliz, irá parar de doer, se irei enfim esquecer...

Não tenho essas respostas, bem como não tenho mais o ombro confidente, para falar sobre você abertamente... Minha vida ficou tão decadente, preciso mentir para o mundo, preciso mentir para mim mesma.

Mas ainda te faço sonetos, ainda te componho versos, que você nunca vai ler, nem entender... mas ainda escrevo para você.

É a únca parte dessa minha vida que parece real, que lembra algo que quis muito ser, e de algum modo não fui.

Esse tal delete eu não conseguir dar.
 Porque apagando você o que me resta?

Onde me seguro, onde será o meu refugio, meu somente meu?

Eu aindo espero você voltar, mesmo sabendo que isso nunca irá acontecer.

Aindo ando por essas ruas buscando seus olhos, mesmo sabendo que não vou encontra los por esses lados da cidade.

E o que eu posso fazer?

Quanto mais eu posso me ferir, o quanto mais eu posso fingir.

Por quanto tempo conterei seu nome audivél em meus lábios, sendo que esse vive em minha boca, só me esforço para que ele não soe nunca ao mundo exterior...

Não, eu nunca irei entender, como amando tanto, eu pude te perder, como aceitar essa separação?

Como fazer o que você me pediu, para te soltar, te deixar ir, que você não irá voltar, que esse tempo não era o nosso...

Como eu posso viver sem você, sem sua sombra?

Eu não faço por mal, não é que eu goste de sofrer, eu só não consigo, não sei como esquecer, não sei como deixar de amar você!


Publicado por Fabiana Lopes em 18/03/2012 às 23h33
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
18/03/2012 23h19
O que fiz de mim?

Ah, esses dias tem sido de tom tão cinza, embora eu escreva em tons de rosa.

Talvez seja para amenizar a dor tamanha que carrego em minh'alma.

Sinto me tão cansada e frustada, queria dizer com a vida, mas que culpa tem a vida pela minha más escolhas.

Se optei pelo caminho mais facíl, da satisfação dos meus desejos e caprichos, ao invés de perseguir aquilo que poderia hoje ter garantido me um pouco de alento a essa minha existencia.

Tantas escolhas erradas que pesam me na conciência, tiram me o sono.

O tempo disperdiçado com coisas tolas e futéis, com pessoas tolas e futéis, que só sugaram minhas energias e desgataram me por inteiro.

Se pudesse voltar no tempo, não alteraria tudo, mas aqueles episódios do qual tenho absoluta certeza que desencadearam uma série de problemas que hoje me parecem insolúveis!

A culpa assola me e o arrependimento oprime meu ser.

Sozinha, triste, quase infeliz, assim me sinto, um dia nublado de céu carregado, em que o sol não saiu.

Tanta coisa boa perdi, tanta coisa ruim permiti chegar até mim, sem ninguém para culpar, olho com desolação todas as manhãs diante o espelho a única responsável pelo pranto e dor que me corrói o peito num martirio sem fim...

Eu... o que eu fiz de mim?

 

 


Publicado por Fabiana Lopes em 18/03/2012 às 23h19
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
12/12/2011 15h57
Sou mais um vencedor...


Mais um final de ano, está bem pertinho agora falta pouco.



Esse ano, nossa foi intenso.



Foram tantas as reviravoltas em minha vida...



Comecei um ano triste com a partida da minha amada avó Lucilia, para o plano Espiritual e quando achei que tinha sido grande o baque de prde-la minha avó paterna Preta, também se foi para além-vida. E eu nem tive tempo de dizer que sintia muito, por todos os anos de indiferença e sillencio entre nós.



Quando a vida parcia que ia entrar na tal falada bonança, eu tive outra tempestade, minha cabeça feito guindaste e eu quase perdi o amor da minha vida.



Então veio a boa noticia, eu estava grávida, mas nada para mim vem com tanta facilidade e em meio a muitos problemas eu perdi o bebê e sofri muito.



Fiquei depressiva, sem vontade de continuar e eu quase acrditei que tinha chegado ao limite, mas como diz o poeta, quando você pensa que não aguenta mais, você descobre que pode suportar bem mais...



Passei por outra cirurgia fiquei hospitaliada por 7 dias mais de 30 de recuperação.



Tive problemas no meu antigo emprego( que diga de passagem eu adorava aquela livraria e o meu setor de literatura), mas sempre tem gente pequena perto da gente, gente que aproveita quando estamos de mal da vida, do mundo e de nós mesmos...



Sai a francesa, sem fazer alarde, não sei se deixei saudade eu sinto bastante.



Descobri que havia outros males a me rondar, enraizados no meu passado, será que ele nunca vai me largar ou será que sou eu que não largo dele?



Fiquei triste e quase sem esperança, mas era mais que hora de reagir.



Eu acredito em destino.



Eu acredito na continuação da vida.



Eu acredito em amor eterno e alma gemeas.



E acredito que tudo tem hora para findar, como minha avó costumava falar, "se não tem bem que dure, não há mal que perdure".



Aos meus inimigos, visiveis ou invisiveis o meu muito obrigada!



Sem vocês a perserguir me quase de forma implacavel eu jamis descobriria o tamanho da minha fé em Deus e como eu sou capaz de superar.



De cair no chão e me esborrachar, chorar e até praguejar, mas ainda que pareça fraqueza essa é minha maior força, pois depois da tempestade eu me levanto!



Estou de pé!



E vou continuar assim porque eu quero e porque Deus quer!



Ainda não foi dessa vez que vocês me jogaram na sepultura.



Ainda não foi dessa vez que abri mão de continuar a insistir e muito por tudo aquilo que me é caro ao coração.



É bem verdade que eu já perdi muito, muito mesmo...



Mas eu sempre posso recomeçar, posso ter novos sonhos posso acreditar.



Eu escolhi sim um caminho, que fique bem claro de uma vez, eu escolhi a Luz!



Escolhi crescer e evoluir não somente como ser temporário dessa existencia, mas como Espirito eterno que sou.



Quero evoluir como ser universal e imortal filha de um Deus que é amor, bondade e justiça.



E sendo filha de um Pai assim não há mal que possa realmente me parar!



Que venha 2012!



Com tudo que ele tem de bom reservado para mim, é o ano da minha virada, da minha vitoria e se houver obstaculos, se houver danos, tudo bem, outros existiram e  eu os atravessei,



O mesmo que foi comigo ontem será comigo hoje e amanhã!



Aos meus amigos, familia, obrigada!



Amo todos vocês embora as vezes não parece.



Se estou aqui de pé, devo ao amor de uma familia que me ama.



Dos poucos mas verdadeiros amigos que torcem por minha felicidade.



Ter vocês no caminho as vezes tão dificil é previlegio para poucos.



Luz, Esperança e Fé.



Nossa bandeira branca tremula a frente.



Eu agradeço a Deus e meus mentores, santos e guias por ser mais um Vencedor!



 



Publicado por Fabiana Lopes em 12/12/2011 às 15h57
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
17/08/2011 16h05
Tanta saudade

Eu tenho tanta saudades

Do tempo que não volta mais

Dos teus olhos de ébano

Da chuva e do inverno.

Das noites sem dormir

Da música alta.

Eu tenho tanta saudades

Dos beijos sem compromisso

Dos abraços sem laço.

Das tuas promessas que nunca se compriram

Do tempo em que fui mais que uma vaga lembrança.

Eu tenho tanta saudades

Das juras de eterno amor

Do seu corpo em cima de mim

Das loucuras que fiz.

Eu tenho tanta saudades

De quando podia ser eu mesma

Sem ter que me importar

De não ter que estar sempre feliz

Da chuva que acompanhava meus passos

Do inverno rigoroso

Dos teus braços.

Eu tenho tanta saudades

De poder sentir raiva

E jogar tudo para alto.

De poder chorar

Sem ter que envergonhar.

Eu tenho tantas saudades

Do tempo em que não imaginava

Sentir queimando em meu pobre peito

Tanta saudade...

 

 

 


Publicado por Fabiana Lopes em 17/08/2011 às 16h05
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.



Página 3 de 7 1 2 3 4 5 6 7 [«anterior] [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras
Follow @fabilop18